Adoção ágil reduz número de crianças nos abrigos

Ana Maria afirma que nova lei traz agilidade, porém, ressalta que é preciso ter cautela.

Ana Maria afirma que nova lei traz agilidade, porém, ressalta que é preciso ter cautela.

O número de crianças em abrigos caiu cerca de 40% neste início de ano, em Jundiaí, em relação ao ano passado, devido à maior agilidade nos processos. Após a nova lei da adoção, a Justiça passou a contar com apoio de vários órgãos que compõem uma rede social, responsável por avaliar casos e, inclusive, participar de audiências. No entanto, o juiz da Vara da Infância e Juventude da cidade, Jefferson Torelli, faz um alerta para que sejam mantidos convênios públicos com as entidades que fazem o abrigamento, pois a demanda pode oscilar.

O assunto foi debatido ontem em reunião ordinária do CMAS, Conselho Municipal de Assistência Social. Esteve presente ao encontro, a pedido de Torelli, a coordenadora do setor de serviço social da mesma Vara, Ana Maria Carrara Quaggio, para abordar a questão dos abrigos. Ela revelou que, de dezembro para cá, houve mais desabrigamentos de crianças, o que reflete o lado bom da nova lei. No entanto, ela afirmou que o juiz pede atenção especial ao CMAS (que delibera sobre convênios) para a necessidade de manutenção dos convênios com as entidades. “É apenas um cuidado por parte do juiz”, explica Ana Maria. “Ainda é cedo para avaliar se haverá ou não uma queda acentuada no número de abrigados mais vezes, pois a lei é recente. A demanda pode variar”, alerta.

Em 2010, os abrigos chegaram a trabalhar no limite. A Casa de Nazaré abrigou 36 pessoas; a Casa Transitória, 31 e a Nossa Casa, abrigou 12 crianças, num total de 79. Este ano, há 21, 19 e 6, respectivamente. totalizando 46 pessoas – uma queda de cerca de 40%. “O ideal seria que não precisássemos de abrigos, mas, infelizmente, isso dificilmente acontecerá”, diz a coordenadora. Ana Maria acrescenta que, antes da nova lei (de 2009), o trabalho ficava centralizado na Justiça e nos abrigos, o que causava morosidade.

Creas – O CMAS também debateu a transformação do Sinal Amarelo – órgão municipal que atende menores infratores – em Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). O órgão ganha o status de Creas e melhor estrutura.

Jornal de Jundiaí

Publicada em 15/02/2011 ▪ Leia mais sobre


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